O mundo descobriu a criança, como um ser que começa a aprender e se desenvolver à partir da sua concepção.
Ela passou de uma coisinha linda e cheia de graça, para se tornar alguém com todos os potenciais a serem desenvolvidos.
Pais e educadores, nestas últimas décadas, estão sendo estimulados, por grandes estudiosos, a compreender que a criança não é e nunca foi aquele ser inacabado, que não tem, ainda, opinião, sentimento e não sente o que acontece a sua volta.
A infância, certamente, é a etapa, na vida de todos nós, em que aprendemos, desenvolvemos, compreendemos muitas habilidades que serão imprescindíveis para a vida toda. Sendo assim, não basta amar a criança e mantê-la na escola para saber educar. Até porque gostamos daquilo que não sabemos fazer!
Ao mesmo tempo nunca estamos prontos – nem nós, nem as crianças – o trabalho dos pais e educadores esta sempre se construindo e desconstruindo, avançando e recuando, sofrendo a influência da escola, do que acontece fora dela, de nós mesmos e da criança.
O trabalho não caminha monótono, em linha reta, mas traz conflitos, dá saltos, tem contradições e por isso mesmo pode ser rico, fascinante e revelador.
Na Educação Infantil, tudo é mais delicado, mais fantástico, mais interessante.
A formação da identidade da criança esta em construção e cabe ao educador e aos pais ajudar nessa formação.
A partir dai, entra em ação a prática pedagógica enquanto função social e política. Neste caso a criança é vista como um ser concreto que necessita de cuidados para futuramente exercer sua cidadania.

Lourdes Maria Teixeira Pires
Professora e Diretora de C.E.I
contato: louredesmtpires@gmail.com

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