Durante o mês de janeiro publicarei quatro posts sobre criatividade na infância.

Vamos refletir sobre aspectos práticos para estimular, naturalmente, a curiosidade infantil e as atitudes dos adultos que podem bloquear ou favorecer o seu desenvolvimento.

Mas, antes disto, vamos pensar e analisar o funcionamento da mente.
No mundo ocidental criatividade é associada à inventividade e solução de problemas.

No mundo oriental a criatividade nasce de uma fonte mais profunda do que o pensamento inovador. Sendo a mente um dos sentidos e com limitações. Acredita-se  que a intuição, é uma fonte de percepções, vindo não se sabe de onde, quando não se está pensando em algo. Exigindo flexibilidade e receptividade.

O elemento Água é muito utilizado, pelos povos asiáticos, como metáfora para a criatividade. Ela se ajusta a qualquer recipiente e adquire a sua forma.

No rio… corre ao longo das margens e quando chega a uma pedra faz um contorno ao seu redor.

Assim, podemos compreender que a criatividade é a habilidade de uma pessoa em adequar-se às condições em que se encontra. Sem ser conformista ou vítima. Mas assumir a capacidade de moldar-se, ser flexível, como a água.

Para os povos orientais uma mente límpida e receptiva, como a água, é essencial para as respostas e antecipações de um evento. Disciplina é exigida para receber informações sem distorções. Pois, para eles, é a informação captada de forma exata que lança os alicerces para o ato criativo.

A criatividade é percebida como a dança de interdepêndencia entre observador e observado.

Então, cuidar da mente entendendo os seus mecanismos de funcionamento, meditar, fazer breves pausas durante as atividades do cotidiano, são atitudes essenciais para ganhar mais qualidade em processos criativos.
A mente de uma criança explora livremente um dado território, o mundo à sua volta, permitindo-se apreciar sem julgamento, fazendo perguntas mais, do que dando respostas.

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