Chegamos a sétima etapa… mas ainda não é o fim, pois a vida se constitui de começos, fins e novos começos! Aqui é a parte do processo que invoca a integração.

Quando morremos para o que é velho, criamos um lugar vazio para o novo. Nada pode ser inserido em um lugar ocupado.

Na entrega está a perfeição, e com a perfeição vem a paz. Neste ponto deixamos de teorizar, antecipar, lutar e contestar. Sentimos a antiga forma tão distante como se fosse uma outra vida. Há um crescente sentido de distanciamento.

Esta é a fase da confiança na vontade e voz interior, onde oferecemos a nossa vontade à vontade superior. O Graal interior está pronto para o novo vinho e os propósitos mais profundos do nosso caminho são revelados.

Conhecimento se transforma em sabedoria e a visão interior leva à iluminação. É a estação da fênix alçando voo.

Há um lugar sagrado, dentro de cada um de nós, onde o mundo interno e externo são reconhecidos como um só. E está além do inimigo.

Mas qual inimigo? Aquele que insiste em dizer que você é menos do que o espírito criador. É a ilusão, de mil faces, que nos seduz dizendo que somos os papéis que representamos.

A entrega nos aproxima mais e mais da mudança que ocorre entre “o eu faço” e o “eu sou”. Aceitar a falsa identidade é gastar energia para alimentar as ilusões.

A mudança interior se faz para o “eu sou”, e de maneira consciente, podemos fazer com mais criatividade, imaginação, energia, beleza e leveza. Sustentados pela complementariedade entre o eu divino e o eu humano.

A purificação é a morte para o passado e a entrega é o convite para viver o presente.

A entrega significa deixar de lado os controles e não as capacidades. Vale ressaltar que isto não significa ser irresponsável. Aqui abandonamos a forma de usar as capacidades para manipular o mundo, as capacidades devem ser administradas de forma cuidadosa e não as responsáveis pela nossa vida.

Para viver a entrega, plenamente, precisamos retirar de outras pessoas o controle sobre a nossa vida. Estar agindo pelas vozes dos outros é não agir de acordo com a própria vontade, sentimento, compreensão de si mesmo, é estar fora do controle de nossa vida. Podemos dizer que estamos reagindo e não agindo.

Na entrega, damos e recebemos ao mesmo tempo. Os relacionamentos assumem um significado diferente. Um relacionamento se torna importante não porque satisfaz as necessidades da personalidade, mas porque é um caminho para a totalidade.

A sabedoria está em abandonar os altos e baixos da roda gigante que não leva a lugar algum. Os vícios carregam consigo grandes expectativas e compromissos devastadores. A entrega nos ensina a soltar as ideias preconcebidas a respeito daquilo que achamos que temos de fazer para sermos felizes. A felicidade é redefinida.

Entregar é desapegar e indiferença é a mola do medo, egoísmo, julgamento, uma ideia do eles contra nós.

O verdadeiro desapego reconhece o desafio, depois libera a necessidade do ego interpretar os objetivos que estão por trás do problema. O desapego permite que as pessoas se desenvolvam no seu próprio ritmo e tempo. Trata-se de uma forma elevada de amor, pois ama o ser que está por atrás do desafio e não se fixa no desafio ou problema.

Durante a fase de entrega nós nos tornamos a personificação da nossa nova verdade. Ela está presente em tudo o que realizamos, levar os filhos para a escola, trabalhar, viajar, estudar, encontrar os amigos. É aí que a mudança se torna manifesta, na vida comum, que se torna incomum.

Agora é a hora de dançar, honrar o corpo, com sabedoria, viver a espiritualidade sem amarras e crenças limitantes… ser o arquiteto do próprio destino, ter as rédeas da vida nas mãos, assumir a responsabilidade por aquilo que acreditamos ser a nova verdade.

Temos todas as respostas dentro de nós, o segredo é ter acesso a elas!

Vamos revisar os sete passos da mudança consciente?

1. Faça uma lista dos sete passos: Desafio, Resistência, Despertar, Compromisso, Purificação e entrega.

2. Ao lado de cada etapa escreva as seguintes perguntas:

– Quando ocorreu o desafio mais importante na sua vida?
– Quando você rompeu o padrão pela primeira vez, que resistência surgiu?
– O que lhe trouxe o esclarecimento e o despertar?
– O que você fez para estabelecer um novo compromisso com o novo modelo?
– Que tipo de purificação aconteceu para que a antiga forma não tivesse nenhum atrativo para você?
– Quando você diria que se entregou, honestamente, a nova forma?

Lembre-se de que você se encontra em uma passagem. Não se trata daquilo que você é, mas daquilo que está vivenciando. Você é o ser consciente que está passando pela mudança!

Desejo sucesso em sua Jornada!

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