“Eu preciso decidir se quero morrer autenticamente para o meu passado ou morrer sem autenticidade, preso a uma forma passada que me fará ficar estagnado”.                                                                                                      Ira Progoff

Durante a purificação, tudo o que aconteceu antes parece uma preparação.

Nessa fase, tudo o que é velho é transformado. É preciso deixar que as coisas aconteçam. A purificação é diferente da resistência, porque tem menos que ver com o ser e mais que ver com o confronto dos fragmentos da nossa psique, que ainda não se adaptaram ao novo “programa”. As questões da forma antiga não vão mais ser debatidas durante a purificação, na verdade, elas são literalmente dissolvidas.

Essa etapa pode ser a parte mais dolorosa e solitária do processo, as velhas crenças e os velhos medos voltam à tona muitas e muitas vezes para serem eliminados. Nos vemos frente a frente com questões que pareciam resolvidas.

Descobrimos que se conseguimos examinar parte das questões que estávamos preparados para tratar durante as etapas anteriores do processo, agora a psique está bastante fortalecida para transformá-las. Somos forçados a não apresentar resistência ao desafio que trouxemos para enfrentar nesta vida.

A purificação exige a transmutação e a confrontação total. É o momento de morrer para o velho, de testar a nossa fé em nossa orientação. Quando o fogo da purificação está nos testando, é bom lembrar que é um fogo sagrado que vai queimar nossas limitações passadas.

Importante lembrar que se trata de um processo e não daquilo que você é. Você é o ser que está passando pelo processo.

Você é o ouro, não o processo. A sua busca, o seu fogo, a sua disciplina são apenas os meios através dos quais você se torna aquilo que sempre foi. Este é um caminho antigo e sagrado.

Dentro de você existe o Graal, cujo mistério é este: à medida que você o esvazia dentro do mundo, ele vai se enchendo, cada vez mais.

O Graal que você cria não pode ser destruído, e o seu vinho doce vai mitigar a sua sede para sempre.

Chegar ao estágio de purificação significa que você está fazendo a coisa certa. Significa que crescemos o suficiente, e que o nosso ego está bastante seguro para lidar com a outra parte da inconsciência.

No momento em que decidimos desafiar a autoridade de uma crença, colocamos em movimento a energia que conduzirá à sua morte. Quando nos comprometemos com uma verdade superior, o mesmo princípio de magnetismo quer força a antiga crença, agora vai começar a levar até você a nova experiência e anova informação.

A purificação queima inteiramente o passado. Ela nos liberta de qualquer perigo a que nos nossos velhos modelos possam nos prender outra vez e nos prepara para a rendição total que vem a seguir.

Uma grande parte do processo de recordar nossa totalidade e depois vivê-la é exatamente isso: esvaziar, deixar sair, morrer.

Quando a identidade se desloca do ego para o Espírito, as sombras tornam-se aspectos de nós que necessitam de amor, não de julgamento. Quando fugimos da sombra, estamos dando a ela poder sobre nós. Quando a encaramos e abraçamos, estamos retirando esse poder, nós lhe negamos autoridade. Aprendemos a olhar com olhos abertos e limpos toda a escuridão.

Práticas para ajudar nesta etapa:

Experimentar sua honestidade e paciência: as coisas não são o que parecem.Seja paciente consigo mesmo. Seu amor-próprio é a luz que se deve levar para dentro da escuridão. A paciência nos libera da opinião do que pode ser bom ou não para outra pessoa.

Experimentar a gratidão sem restrição: a gratidão cria uma combustão de energia que revigora as nossas células vitais. Ela destrava o processo de purificação. Agradecer a todos e a tudo sem restrição.

Experimentar o perdão para ser livre: as pessoas que não foram perdoadas por nós estão vivendo conosco, tão intimamente, quanto a nossa respiração.O primeiro passo para o perdão é conhecer exatamente aquele ou aquilo que precisa de perdão. Observar se a criança que vive dentro de você se ressente de alguma memória do passado, em relação ao seu pai ou mãe, por exemplo.O segundo passo é examinar as implicações da mágoa original, busque apoio profissional para ajudar você. Ser gentil consigo faz parte da concessão do perdão.O terceiro passo é tomar a decisão de se liberar. A conscientização é o passo inicial, mas não é o perdão. Perdoar é dissipar toda a energia que há em torno da dor.

Permita-se, aos poucos, dissolver a dor, a mágoa! Procure apoio, caso não consiga fazer isto sozinho.

Lembre-se de que você é ouro e não o processo vivido.

Estamos chegando à última etapa… a Entrega!!!

 

 

 

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