“Saber não basta. Arrisque unir o conhecimento à ação e então saberá se é genuíno, se é pretensão ou apenas informação”.

Sri Gurudev Chitrabhanu

O despertar diz: “Eu estou vendo, eu estou entendendo”!

O compromisso diz: “Ótimo. Agora, o que você vai fazer a respeito”?

O compromisso é o pacto com a mudança! Há uma noção consciente de que temos de buscar um caminho para nós mesmos, em vez de simplesmente aceitar aquele quer herdamos dos outros. Pode acontecer mudanças na dieta, na rotina, no “onde, como e com quem” decidimos gastar a nossa energia.

Nesta etapa, as pessoas procuram um sistema ou disciplina que estruture a nova direção, às vezes assistindo a aulas, seminários e dedicando-se a terapias que purificam o passado.

Ao vivenciar o despertar, nunca mais seremos os mesmos, exatamente, os mesmos. Não é possível viver como antes, porque não podemos fingir que não vimos uma verdade nova e elevada. O segredo é não criar raízes no ciclo do despertar – ele não é o fim da jornada.

A diferença entre a transformação acidental e a transformação sistemática é como a diferença entre o raio e a lâmpada. Ambos fornecem iluminação, mas o primeiro é perigoso e incerto, enquanto a segunda é relativamente segura, direta e disponível.

O processo de nos tornarmos a realidade percebida acontece quando fazemos escolhas. Fazemos escolhas o tempo todo, mesmo que não tenhamos a consciência disto. Não fazer nada é uma escolha. Odiar, criticar, amar, falar, calar – tudo isso são escolhas. Dizer “eu não pude evitar” é a escolha que abre mão da escolha.

Na fase do compromisso, estamos fazendo a escolha de trazer a nova ideia a nosso respeito para a realidade. A escolha é serena e paciente para trazer a nova visão ao mundo material. Uma dessas escolhas é acender uma vela ao invés de maldizer a escuridão. A luz não penetra na escuridão resistindo a ela, mas simplesmente senda ela mesma.

Ao assumir o poder de escolher, conscientemente, o que queremos fazer com a nossa energia, nós lapidamos as nossas habilidades e talentos naturais.

Assim, começamos a agir e não apenas reagir. Se estamos com raiva, por exemplo, é uma energia, vivenciada. Ela não é o que somos. Talvez ela simbolize uma ambivalência inconsciente. Posso me questionar e observar: “ O que vou decidir fazer com isso, se é que vou fazer alguma coisa”?

É preciso muita disciplina e determinação para assumir as visões interiores que já tivemos e fazer com que elas se manifestem. Sempre há muitas crenças antigas, em torno de nós, para nos desencorajar. Por exemplo:

“É melhor cada um cuidar de si”.

“Sempre haverá guerras”.

“As mulheres, por natureza, são…”

“Os homens, por natureza, são…”

“Assim é a natureza humana…”

O compromisso é uma oportunidade de revermos essas crenças.

Cada um de nós carrega a força do Eu Sou dentro de si. O universo não é responsável por aquilo que decidimos fazer com o poder do Eu Sou. É uma boa prática prestar atenção no modo como utilizamos esse poder. Quando dizemos eu “sou”, o nosso subconsciente imediatamente aciona um programa para realizar esse pronunciamento. Toda vez que dizemos “tenho medo”, reforçamos o medo. E toda vez que dizemos “confio em que haja uma solução”, fornecemos ao subconsciente um estímulo para atrair essa solução.

Não há limite para o eu o que podemos fazer quando afirmamos Eu Sou, quando abandonamos as limitações passadas, sonhamos novamente e nos comprometemos a trazer a nova visão para a realidade.

Reflexões para ajudar nesta etapa:

  1. A fé nos conduz passo a passo até a nossa tarefa.
  2. Clareza e tolerância quanto aos nossos compromissos: Não se pode ter tudo ao mesmo tempo.
  3. A assinatura de todas as coisas em que acreditamos, com as quais estamos, realmente, comprometidos, está em tudo o que fazemos.
  4. Minhas atitudes em relação ao dinheiro são, realmente minhas, ou eu meramente interiorizei a opinião dos outros?
  5. Quando estamos preocupados, estamos, efetivamente, orando por aquilo que não queremos que aconteça.
  6. Afirmar algo, significa “tornar firme”, escolhas positivas e negativas.
  7. Ao meditar você compreende e pode experimentar que, de fato, está “no mundo, mas não pertence a ele”.
  8. “Caminhe nos seus próprios mocassins” – ditado indiano
  9. “Confie em Deus, mas amarre o seu camelo” – ditado oriente médio.

E a penúltima etapa… chegará… A Purificação.

 

 

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