Nesta etapa a mudança consciente ocorre quando a forma de uma crença original é desafiada.

A segurança do status quo explode ou o desafio surge por uma inquietação, apontando que você superou uma atitude antiga.

O elemento disparador, desafiador, da mudança pode vir através de um estudo, viagem, contato com outros pontos de vista ou pela interação com alguém com uma perspectiva mais ampla.

Seja qual for a forma com a qual o desfio chegue, dramático ou sútil, ele faz a mudança acontecer efetivamente.

Não é mais possível voltar à forma antiga, ela não serve mais.

A mudança está em movimento.

Só mudamos quando estamos dispostos a encarar o desconforto que qualquer mudança traz às velhas crenças.

Por outro lado, é possível experimentar, também, o prazer que o desafio repentino movimenta.

Seja qual for a forma do desafio, a mudança vai impactar não só a vida física, mas também a vida interior, o modo como você vê a si mesmo, vendo a realidade com novo olhar. É o ponto de partida da mudança.

Quando a tensão é acumulada ao longo da vida, durante anos, ela acaba atingindo o “ponto de ebulição”. A erupção acontece, o controle da forma não consegue mais segurar a fortaleza da crença original. Toda a ordem se desfaz graças ao desafio.

Assim como os terremotos causam os deslocamentos das placas terrestres, o evento “repentino” surge de circunstâncias já existentes, nas quais se acumula uma pressão que precisa ser liberada.

E essas circunstâncias podem ser chamadas de “nascimotos”, uma alusão aos terremotos, movimento interno da alma que faz as crenças serem olhadas e modificadas.

O acontecimento que desafia o seu mundo tem origem no modelo interno da sua alma e das pessoas com as quais você partilha a sua vida.

Então, quando a alma está pronta para liberar a sua cápsula do tempo, “coisas impossíveis acontecem”. É o que adoro chamar de “surreal”!

 Temos o direito de escolher o que vamos fazer com o desafio. Podemos aceitar ou recusar a lição.

E ele poderá voltar, novamente, em outra embalagem. E a decisão de se deixar arrastar várias vezes pela mesma trilha é de cada um.

Ir além dos mitos pessoais, produtos de quatro origens que interagem entre si, é essencial:

  1. Biologia: as crenças pessoais e culturais terminam como símbolos enraizados na estrutura do cérebro. As informações são neuroquimicamente codificadas. E os hormônios também influenciam as crenças.
  2. Microcosmo: a mitologia pessoal é derivada da cultura onde estamos inseridos.
  3. Detalhes da nossa história pessoal: nascimento, valores familiares, experiências, escolhas.
  4. Resultados de experiências transcendentes: são as vivências, vislumbres, sonhos e visões que inspiram e expandem a nossa perspectiva.

Quando um mito pessoal está sendo transformado, seja em âmbito pessoal ou de uma nação, essas mudanças se tornam marcos da evolução da forma e da consciência humana. Esse é o ponto em que nos encontramos no planeta Terra!

Nós atraímos para nós aquilo que realmente queremos, não aquilo que achamos que queremos.

Então vale a pena perguntar:

De quem é a VERDADE que estou vivendo?

De quem é o SONHO que estou sonhando?

“Só há uma história importante, e é a história daquilo em que você já acreditou e a história daquilo em que você acabou acreditando”.

Kay Boyle

A mudança nem sempre é alarmante, ás vezes vem suavemente!

Pode ser um anseio obscuro por algo que não conseguimos nomear.

Outras vezes surge na forma de algo enfadonho que se arrasta lentamente.

O momento de mudança nos lança a beira do desconhecido. Isso provoca medo e desconfiança.

E, às vezes, o ego acha que o desafio é um acidente, algo que não devia acontecer.

Os acidentes, em geral, são manifestações de crenças que foram negadas ou não foram reconhecidas. Ao sentir que a vida está fora de controle, podemos criar um “acidente” que exteriorize o que se passa dentro de nós!

Finalmente, como lidamos com o desafio da mudança?

O mais importante a fazer é respeitar a nós mesmos, aceitar e mergulhar nela. Prestando atenção ao mundo interno e externo, ambos dão pistas do que está acontecendo.

Deixar de fazer questionamentos intermináveis, poupando energia e evitando estados de ansiedade.

Tentar culpar a si mesmo ou a outros só adia o processo.

A sugestão é dizer a si mesmo: “Ninguém é culpado, não há certo e nem errado”, “Há um propósito nisto tudo”, “Se não entender o propósito agora, com o tempo terei o entendimento necessário”.

A segunda melhor atitude é a GRATIDÃO! Sim, ser grato pelo desafio!

A gratidão faz “milagres” em todas as dimensões! Ela libera um imenso poder de cura na estrutura das nossas células, é como uma explosão atômica em miniatura. A gratidão é uma escolha, mas com o tempo torna-se um hábito.

E por fim, mas ainda não é o fim.

A terceira melhor atitude é ser uma TESTEMUNHA IMPARCIAL! Olhar para o que você está vivenciando com a clareza de que o que você vive, não é o que você é! A testemunha ajuda você a ver a diferença.

Lembre-se, com o tempo os ciclos escuros se iluminam! Depois da tempestade, o sol sempre aparece!

Aguarde a próxima etapa da transformação consciente….

 

 

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